Eis o depoimento de Gilson Filho, mantenedor do espaço Santa Rosa e do grupo Ribeirão em Cena. O depoimento está presente em meu livro "Viver Cinema: o Cineclube Cauim e seus trinta anos de História" que foi lançado oficialmente na 12° edição da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, no último dia 29 de maio.
Eu tenho um pouco de dificuldade com datas. 30 anos
atrás, quando conheci o Cauim, eu era repórter da EPTV, que, na época, era TV
Ribeirão. Eu vim para Ribeirão Preto para trabalhar no Diário de Notícias; eu
vim de São Paulo, naquela época, para trabalhar no Teatro Ribeirão-Pretano da
Universidade de São Paulo – TRUSP – que era dirigido pelo Ivanir Pessoti. Fui
convidado para fazer um trabalho como ator e acabei ficando na cidade, porque,
além de tudo, eu era jornalista e já trabalhava. Sou natural de Espírito Santo
dos Pinhais. Eu acredito que o Cauim estava em seu início; fui trabalhar no
Diário de Notícias e depois fui para a EPTV, depois de um ano de fundada. Eu já
conhecia o Cauim pelas pessoas que dele faziam parte: o Paulo Camargo, o Kaxassa,
o Tupi, o Fernando, o Canário... E eu comecei a me aproximar deles primeiro
como repórter. Na época o cinema ficava na Rua Lafaiete, 374, e eu era pautado
pelas matérias de Cultura. Uma relação muito forte de amizade, de acreditar no
projeto que eles apresentavam à época. Só que isso durou pouco tempo, porque
depois de três anos vendo-os direto e trabalhando voluntariamente na divulgação
das atividades deles, eu fui transferido para Campinas. Sempre os acompanhei de
longe. Entre idas e vindas, o meu vinculo maior com o Cauim vem de 11 anos
atrás, quando eu voltei para Ribeirão Preto pra trabalhar na Rede Família de
Televisão, que tinha uma sede local dirigida pelo Rubem Volpi, jornalista, e lá
eu criei junto dele um programa jornalístico e aconteceu um fato extraordinário
à época, que me fez querer abandonar minha carreira de jornalista e me dedicar
única e exclusivamente ao Ribeirão em Cena. Pra entender isso, eu preciso contar uma
historinha...
Eu trabalhava como repórter; fazia um programa
jornalístico completamente irresponsável, criado pelo Volpi, em que a gente
imitava o Ratinho. Na época, Ribeirão Preto enfrentava um momento de extrema
violência. Há 11 anos, ocorreram 74 homicídios no intervalo de um ano,
envolvendo jovens entre 16 e 22 anos, em sua maioria. Era uma guerra de
gangues, dividindo dois bairros e havia homicídios em massa. Existia o
jornal do Wilson Toni, o Verdade, que chegou a noticiar os homicídios por
número. Eu era repórter policial. Um dia, no período da tarde, eu fui cobrir um
acontecimento na Avenida Brasil e chegamos lá, o garoto nos chamou – tinham
assassinado um motorista de caminhão – e perguntou quem era o repórter
responsável pelo jornal. “Ponha na capa do jornal que fui eu que matei”, ele
disse. Nessa hora, a gente percebeu que o jornalismo que estávamos fazendo era
um que gerava mais violência. Voltei à redação às três horas da tarde – me
lembro como se fosse hoje – e pedi demissão. Saí em busca de parceiros para
criar projetos de inclusão sócio-cultural. Fui bater na porta do Cauim.
Inicialmente, fomos para a Favela Jandaia, depois, para uma loja do Ipiranga.
Na favela, os traficantes nos expulsaram; a loja era pequena demais. Daí,
cheguei ao Cauim e naquele momento eles estavam criando o Templo da Cidadania.
O Ribeirão em Cena, na verdade, veio ganhar o nome depois. Ele nasceu como
Cooperativa de Teatro Cauim e permaneceu assim durante três anos. Havia uma
gestão conjunta; construímos o primeiro espetáculo, que se chamava O Óbvio
Ululante (uma adaptação de ‘Perdoa-me por me traíres’, do Nelson Rodrigues) e
naquele momento o Templo foi ficando pequeno. Depois o Kaxassa me disse que
havia um espaço na Rua Lafaiete e corremos atrás de alugar o espaço.
Fomos até o prefeito, que na época era o Palocci, e,
coincidentemente, naquele dia, ele recebia o Maurílio Biagi. Quando chegamos
lá, o prefeito nos apresentou dizendo que tínhamos projeto que talvez
interessasse ao empresário. De lá, nós viemos para cá, identificamos o proprietário
do prédio que estava abandonado e o Maurílio foi lá e alugou o espaço. O
Ribeirão em Cena é filho legitimo do Cauim. Nasceu de um fato, um problema
social, que logo foi abraçado pelo Fernando Kaxassa e pela diretoria do Cauim
na época.
O teatro vem antes do jornalismo. Eu saí da minha
cidade para estudar no teatro de São Paulo, na Escola de Artes Dramáticas, que
na época não era da USP, era do Dr. Alfredo Mesquita; como se fosse uma
entidade não-governamental, e eu prestei vestibular e entrei. Era um curso
técnico, equivalente ao segundo grau. Eu precisava fazer uma universidade e já
estava com meus pezinhos dentro do Jornalismo. Eu cheguei a São Paulo em 1968,
o ano da Repressão, o ano do Teatro Brasileiro, o ano do Movimento Estudantil.
O primeiro lugar que conheci ao chegar a São Paulo com 17 anos foi o Teatro de
Arena. Fui para o Teatro Anchieta também; onde fui trabalhar. Todo o movimento
teatral girava em torno da Praça Roosevelt, que era onde existia tudo. Ali, eu
devo a minha formação política – que é mais importante que a minha formação
artística –; sempre fui filiado a partidos de esquerda; sou comunista e a minha
formação artística vem de todo esse momento da história nacional.
Exatamente foi essa perspectiva que me fez ficar
próximo ao Cauim; mesmo porque um dos primeiros eventos que o Cauim realizou e
se tornou inesquecível foi quando ele conseguiu trazer para Ribeirão, por um
período de dois ou três dias, o Luis Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança.
Nós tivemos esse contato direto com ele, o maior sonho da minha vida era
conhecê-lo e, depois de muitos anos, eu ainda tive a sorte de receber um prêmio
Herzog das mãos dele. O Cauim é a ligação do artístico visceralmente ao
político.
No Brasil, trabalhar nesta área artística, cultural, é
muito difícil. Não é só com o Cauim ou com o Ribeirão em Cena. Muitas das
dificuldades que temos até hoje são resolvidas pelo Cauim, porque somos ligados
até hoje. Nós fazemos parte da ‘roading’ Cauim, porque ele é um coletivo.
O Ribeirão em Cena tem um fator que o diferencia um
pouco do Cauim. É um privilégio, porque conseguimos aprovar na Câmara Municipal
um convênio sem época para terminar. O Cauim é um cineclube e o Ribeirão em
Cena é uma escola de teatro. A vocação do Ribeirão em Cena é oferecer oportunidades
para os artistas locais – a formação de Artes Cênicas para a pessoa que não tem
condições de pagar uma escola. Está no processo de ser reconhecida pelo MEC...
Por esse convênio, a prefeitura paga o salário dos nossos professores, e o
resto, a gente se vira. Não dá para fazer um comparativo de dificuldades; a
nossa dificuldade é que nós só temos os salários dos professores. Nós somos uma
ONG, e o que é uma ONG senão uma entidade do terceiro setor que cumpre de graça
as obrigações que o governo tem que cumprir e não cumpre, ganhando pra isso? A
gente faz de graça o que o governo ganha pra fazer e não faz. O terceiro setor
substitui o Estado nas suas obrigações legais. Quem deveria dar cinema de
graça? O governo. Quem teria que dar a oportunidade para cem jovens neste setor
do qual faço parte? O governo. A gente apanha porque o governo não nos oferece
os recursos necessários. Então, a prefeitura oferece para nós os salários dos
professores. Temos as outras coisas, como papel, apostilas, telefones, aluguel,
consertos de máquinas quebradas, manutenção de toda espécie, água,
funcionários... Quando nós fechamos a porta do Ribeirão em Cena, hoje, nós
gastamos, por dia, 300 reais. Tudo isso tem custo.
Aqui funciona de segunda a segunda, das 8 às 22 da
noite. A nossa dificuldade são várias. Não é nem do ponto de vista
institucional, político, mas mais a elite empresarial de Ribeirão Preto, que
tem uma visão muito conservadora; uma visão capitalista selvagem. Todas as ONGs
poderiam oferecer e divulgar melhor seus serviços se os empresários optassem
pelas leis de incentivo fiscal que o governo tem. Existe a Lei Rouanet, que
desconta uma parte do imposto de renda. O governo federal fez a parte dele; o
governo estadual criou o PROAC – só que os empresários não têm o menor
interesse nisso. Eles preferem continuar levantando os muros de suas casas,
colocando cerca elétrica, do que chamar os contadores para investir. 54 milhões
pagaram de ICMS no final do ano e não ficou nem 0% para Ribeirão Preto. Os
contadores não têm um mínimo de responsabilidade social. O contador não faz
essas coisas, porque diz que dá muito trabalho gerar um boleto na internet – eu
ouvi isso! A Darcy Vera, no começo do governo dela (pergunta isso ao Kaxassa),
nos chamou e falou: ‘Vamos fazer um café da manhã, vamos chamar o Sindicato dos
Contabilistas; chama o Golfeto da ACI, o Maurílio Biagi, o Nelson Rocha Augusto.
Eles vêm e dão uma palestra para os contadores para que eles percebam as
vantagens – eles investem em marketing cultural, o que significaria que o
dinheiro retornaria pra eles’. A resposta foi ‘Não faça, porque não nos
interessa. Os contadores já têm muita dor de cabeça’.
O que nós oferecemos aqui? Em dez anos nós já formamos
mais de 2500 jovens, gratuitamente. Em que outro lugar eles teriam
oportunidades como essas? Na praça da esquina, agora, existe um monte de jovens
fumando maconha. Não estou dizendo que os nossos jovens são marginais ou que
eles fumam maconha; quando nós abrimos as vagas no começo de cada ano para
preencher cem vagas, geralmente aparecem trezentos, por aí. São 40 horas
semanais de aula, com sete disciplinas. Hoje nós temos sete professores. A
prefeitura só paga quatro deles. O restante, os professores tiram parte de seus
salários para pagar os demais. O professor de Teoria Musical e o de Canto; mais
os de dança de rua... Se tivéssemos essa lei Rouanet e as pessoas depositassem,
eu poderia atender aqui 400 jovens por mês. Outro projeto que fizemos juntos, o
do Espaço Cênico Débora Duboc e o Circuito Canarinho – fechou. Nós não tínhamos
dinheiro pra pagar o aluguel. O cara ta derrubando o prédio pra virar
estacionamento. A gente atendia cem alunos para o Curso de Iniciação; mais nove
núcleos (e cada núcleo com 20 pessoas). Hoje, nós só temos um espaço. Como
fazemos?
Nos últimos dez anos em que estou empenhado no projeto
do Ribeirão em Cena, eu vi Ribeirão Preto crescer muito. Quando abrimos o
projeto, o Ribeirão em Cena funcionava numa favela e o Cauim sequer tinha uma
sala de cinema. 90% dos grupos que estão atuando na cidade, hoje, saíram daqui.
Nós formamos um público que representa 43,8% dos que vão ao teatro na cidade. O
Cauim, hoje, tem um dos maiores cinemas do Brasil, com um dos maiores projetos
do Brasil. O movimento teatral em Ribeirão Preto cresceu muito; os grupos que
saíram daqui estão trabalhando. São dezenas de grupos. Muitos são profissionais
que foram cursar as maiores faculdades do país e estão voltando para dar aulas,
por exemplo.
O pior ano para o Ribeirão em Cena foi o de 2011, foi
o ano que ele mais encolheu: nós perdemos o Espaço Débora Duboc; não
conseguimos contratar novos professores; tomamos um toco do Ministério da
Cultura; estamos processando a D. Ana de Holanda no MPF. Nós perdemos o espaço
em decorrência da irresponsabilidade da Ministra da Cultura. Em 2009,
representantes do Ministério vieram para cá e nos encheram a bola em participar
de um concurso. O projeto foi aprovado com o prêmio de 50 mil reais, para que
montássemos seis espetáculos. Recebemos metade desse valor para que
realizássemos o que seria a Nona Mostra de Teatro do Ribeirão em Cena. Começamos a
gastar um dinheiro que a gente não tinha, porque o projeto saiu no Diário
Oficial, e queríamos fazer algo maior. Cheques pré-datados, boletos bancários e
dinheiro do nosso próprio bolso. Quando foi no Natal de 2010, o Diário Oficial
publicou que 96 ONGs que participaram deste projeto não poderiam receber os
prêmios, pois não tinham entregue as documentações conforme especificado no
edital. A política do Juca Ferreira, que contemplava as ONGs, morreu. A Ana de
Holanda mudou tudo, acusou o prêmio de ser não-artístico; porque artistas são
os atores da Globo. Essa é a visão que essa filha da puta tem. Ela quis
participar da Feira do Livro e nós fizemos a manifestação para que não viesse.
Daí ela revogou o prêmio, o que não prejudicou somente a nós, mas a todos. Ela
e outro rapaz de Ribeirão Preto, ligado a ela, o Galeno Amorim, que deixaram
toda essa palhaçada acontecer. ONG não pode ter nome sujo. A meninada vendeu
pizza, fez rifa, fez shows, tudo pra conseguir pagar essas despesas. O IPTU
também estourou; a gente teve que renegociar o valor; da noite pro dia tivemos
que desembolsar cinco mil reais para a Secretaria da Fazenda, e parcelamos a
dívida em 24 vezes, o que significa que ficarei um bom tempo pagando o espaço
que nós não temos mais. Aí é que mora o equilíbrio: nós nunca produzimos tanto
como no ano passado. Foram três peças que estrearam; quatro que voltaram a
cartaz; promovemos um festival de cenas curtas; um curso de dramaturgia; trouxemos
da Dinamarca o Eugênio Barba e a Julia Valle, que deram uma oficina de três
dias aos alunos, fomos indicados ao Festival de Curitiba... Fomos pra França,
no começo do ano, para a Universidade de Sorbonne... Alunos que sequer tinham
saído de Cravinhos pisaram na França pela primeira vez! E, no entanto, foi o
ano que a gente mais se fudeu.
Hoje eu abro pra quem quiser a minha conta corrente e
a do Ribeirão em Cena. Não
temos um tostão, um puto. Nós sobrevivemos de quatro empresas: Coca-Cola,
Independence Veículos, Doces Santa Helena e Maurílio Biagi. A família Biagi é
fundamental. São as pessoas que tem consciência e dividem esses valores entre
as várias vertentes artísticas que existem na cidade. Em Ribeirão Preto hoje
não passam de dez empresas aquelas que conseguem investir através da Lei
Rouanet. Campinas investiu um bilhão de reais no ano passado, e Ribeirão Preto
nem um milhão. Essas pessoas que acham que a cidade é a capital da cultura só
consideram cultura aquilo que é divulgado pelo Teatro Pedro II. Nós temos um
público fidelíssimo aqui. Nós sobrevivemos aqui por causa do Gilberto Abreu.
Independente de ser vereador é um cara que está presente em nosso dia-a-dia:
faz seminários, palestras... O ano passado o Gilberto fez uma emenda de 50 mil
reais, dividida em doze prestações de 4600 reais para que paguemos o aluguel. O
fundamental não é essa questão capitalista. O fundamental é a presença
intelectual do Gilberto Abreu, por isso não tenho como esquecer ele. Um dia eu
ainda escrevo um livro com todas as estórias do Gilberto, que me contaram e que
eu vi: passeatas com estudantes... Quando eu o encontro, eu o chamo de Salvador
Abreu. Se não fossem essas emendas, nós não estaríamos em pé.
Uma coisa que me incomoda muito é eu deixar o meu lado
artístico para viver todo este lado de gestão; que é uma coisa que eu não sei
fazer. Eu ainda não encontrei um Santo Odônio, como o Kaxassa. Ele mexe com
cinema e eu, com teatro e com jornalismo; não sabemos fazer planilhas. Olhando
pra trás, o que nós fizemos, o que o Fernando fez, porque sou um discípulo
dele, é uma obra extraordinária, e por isso, não é reconhecida. Se o Kaxassa
tivesse feito ‘ai, se eu te pego’ ele estaria famoso. É uma obra extraordinária
que incomoda. Tudo tem que ser tirado à fórceps. Essas forças da elite
empresarial, que não têm a menor responsabilidade social, são forças que estão
aí. Hoje essa elite é muito pior, porque é subliminar, ela é muito mais
maquiavélica; maçônica. Não pensar, consumir. É uma farsa a gente pensar que
vamos sair desse buraco, nós vamos estar sempre comendo merda aqui. Vendendo
carro; deixando de pagar aluguel de casa para pagar aluguel de teatro, e por aí
vai. A nossa briga é contra um dragão muito forte e invisível. Eu tenho a minha
missão: ela está ligada a uma posição política que eu assumi quando tinha meus
16 anos. Eu sou comunista. Já passei por vários partidos e pedi demissão de
todos. A minha participação no Ribeirão em Cena é extremamente política e
ideológica; é oferecer oportunidades para a moçada e abrir as cabeças deles.
Ser ator exige força de vontade. Todo ator é politizado. Tratamos do cotidiano
das pessoas; não tem como ser diferente.
Eu não trabalho em palco tem uns bons 15 anos.
Profissionalmente eu trabalhei em grandes Companhias de teatro, fiz ‘Um Bonde
Chamado Desejo’; trabalhei com o Nuno Leal Maia; o Toni Ramos; o Marcos
Plonka... Fui profissional em São Paulo por uns dez anos; depois a minha filha
nasceu e eu precisei sair de São Paulo pelos problemas de saúde dela; fui pra
Campinas e virei diretor. Hoje, quando muito, dirijo uma peça por ano. Hoje sou
mais administrativo e produtor em decorrência dessas dificuldades que a gente
atravessa. No momento em que você chegou pra entrevista, eu estava estudando
uma porra chamada Economia Solidária para que não corramos o risco de fechar.
Imagine só, eu, um cara ligado ao cultural, tendo que me virar com termos de
economia. Tenho que ficar o dia todo aqui, buscando solução, me humilhando,
pedindo esmola. Vou levar 27 pessoas para Curitiba agora, preciso de, no
mínimo, 20 mil reais. É ajuda de custo pra moçada; eu tenho que arrumar isso
agora. É essa merda. A gente poderia estar aqui, estudando texto e tudo, mas a
gente faz planilha de custo. Já pensei em parar várias vezes; inclusive nesse
momento. Eu não acho que esteja com saúde pra segurar essa peteca; tem dois
anos que não consigo tirar férias... Estou com 61 anos. Temos um projeto
importante, reconhecido internacionalmente, e, no entanto, temos que vender
rifa de camisa de jogador de futebol. Não é uma merda?


Nenhum comentário:
Postar um comentário